21.6.14

Sem medo de ser feliz.

André e Samuel (Maresias, 2013).

Alguma vez, você já se pegou com vontade de "chutar o balde", mandar seu emprego chato e sua rotina maçante pras cucuias? Já quis fazer as malas, pegar a estrada e se mudar pro lugar dos seus sonhos?

POIS É. Eu e meu marido chutamos o balde!

Cansamos da selva de pedra, da vida de apartamento, dos playgrounds cimentados e com grama sintética, de comer correndo comida de qualidade duvidosa vendida nos grandes supermercados, do stress desnecessário causado por pequenas neuroses da vida moderna, do consumismo sorrateiro que vem de fininho invadindo e mudando a nossa noção do que é necessidade e prioridade, de consultas marcadas com a natureza (nas férias, em raros feriados e olhe lá!), de trânsito demais, de poluição demais, de correria demais, e, principalmente, de tempo de menos com a família.

Ah, se a gente pudesse... ficaríamos grudados o tempo todo! Claro que isso é impossível, mas sabemos que poderíamos passar muito mais tempo juntos se não perdêssemos tanto tempo no trânsito, por exemplo. São detalhes que fazem diferença.

Bom, passamos dias, tardes e noites matutando e chegamos à conclusão de que o primeiro passo seria mudarmos para uma cidade pequena e com um ritmo mais lento. Afinal, a vida nas cidades grandes vai minando a convivência familiar, justamente pela falta de tempo e pelo stress comuns à elas. Então, resolvemos dar o BASTA que estávamos ensaiando faz tempo. Com fé em Deus e pé na tábua, vamos nos mudar para uma pequena cidade praiana com as nossas crianças. Detalhe: estamos indo sem emprego garantido, mas com a certeza de que temos força pra trabalhar e vontade de vencer.

Como é sabido, toda escolha envolve perdas e ganhos, o que implica que seremos obrigados a abrir mão de algumas coisas para que possamos alcançar aquilo que almejamos. E assim tem sido. Acabamos de abrir mão de uma boa oferta de emprego aqui na cidade, teremos que ficar longe de pessoas muito queridas e importantes, Samuel terá que se adaptar à uma nova escola, abriremos mão de toda a infraestrutura que uma grande cidade oferece e por aí vai. Mas, certamente, o mais difícil foi passar por cima daquele falso sentimento de "segurança" que tínhamos aqui. Sabe aquele sentimento que te pede pra se acomodar e não arriscar algo novo e diferente (!) de tudo que você já está tão acostumado? Sim, esse sentimentozinho aí mesmo: o medo.

No nosso caso, o medo era de falhar, de falir, das crianças não se adaptarem, de ficar longe da Pediatra maravilhosa deles, enfim, medo do desconhecido. Acho que o único medo que não precisamos enfrentar desde que tomamos essa decisão foi o medo das críticas. Sabemos o porquê, por quem e, acima de tudo, com Quem estamos fazendo isso.

Samuel (Maresias, 2013).


Há tempos, tem doído em mim perceber como meu filho anda estressado e ansioso. E isso piorou desde que nos mudamos para um apartamento, há 1 ano e meio. Definitivamente, criança não foi feita pra viver em apartamento, viu. A ansiedade dele chegou a tal ponto que ele começou a "segurar o cocô." A vontade vem e ele não deixa o cocô sair. Haja angústia! Precisávamos fazer algo a respeito, afinal stress e ansiedade não combinam com criança. Isso, teoricamente, deveria ser coisa apenas de adulto, não? Adolescentes, no máximo... Mas crianças? Não dá. Esse foi apenas um dos vários motivos que nos levou a decidir que estava na hora de mudar radicalmente nosso estilo de vida. E queremos mudar tudo, desde a alimentação até o ritmo das nossas relações interpessoais dentro de casa - tempo de qualidade e em quantidade, please!

Aí me perguntam: "Mas mudar pra uma casa não resolveria o problema de vocês?". Olha, pra nós, bem-estar está diretamente ligado ao contato com a natureza e na cidade onde moro - apesar de ser uma das capitais mais arborizadas do Brasil - o contato mais próximo com a natureza fica limitado aos parques. São parques lindos, massssssss, são apenas parques urbanos. Nem sei se posso chamar isso de natureza, pois está mais é pra paisagismo. Pra tomar um banho de cachoeira tem que viajar, pra tomar banho de rio tem que viajar, pra tomar banho de mar então (rá!), tem que viajar léééééguas. Aqui, qualquer outro tipo de diversão e distração para crianças tem custo e não costuma ser baixo. Não é como Brasília, por exemplo, que oferece diversas opções gratuitas.


André e Samuel (Maresias, 2013).


Observo a diferença da infância que meu marido teve em relação à infância que meus filhos tem tido até agora. André é surfista, cresceu na frente do mar. Pescava com tarrafa, arpão, velejava, pegava siri, mergulhava, surfava e por aí vai. Samuel usa o touchpad do laptop com maestria, acessa os joguinhos que quer sozinho, aprendeu a pular os anúncios do YouTube para assistir seus videozinhos rapidamente (sem que ninguém nunca tivesse parado pra ensiná-lo), sabe colocar seus DVD's favoritos no aparelho e mexer nos botões perfeitamente (o que também aprendeu apenas por observação) e já enjoou de todos os canais infantis que a TV a cabo oferece - e olha que aqui em casa assinamos todos. Viram a diferença? Não me oponho ao meu filho se familiarizar com a tecnologia e aprender a usufruir dela. Não é esse o ponto. Me oponho ao fato dele não desenvolver outras habilidades que só poderiam ser desenvolvidas num ambiente mais rústico e menos "urbanóide", digamos assim. Acho isso importante para um desenvolvimento mais completo.

Samuel (Praia da Fazenda, 2013).


Na última vez que meu filho teve contato com o mar (que foi a segunda vez, mais precisamente), ele ficou com medo da água encostar nos pés dele e isso deixou a gente em alerta. O contato dele com a natureza é tão ínfimo que ondinhas baixas o deixaram inseguro! Não... Fala sério! Criança precisa correr, nadar, pular, brincar, se sentir livre... Todos precisamos! Não devemos crescer/viver com medo de coisas banais assim. E assim foi: depois de algumas ondas, ele se acostumou e aquele foi um dos dias mais felizes da vida dele. Vira e mexe ele relembra e comenta que quer voltar. E é isso que estamos buscando: que dias como esse não sejam raros, como tem sido atualmente.

Samuel e eu (Maresias, 2013).


Sabe, quero poder proporcionar uma vida mais saudável, mais orgânica pros meus filhos. Uma vida mais natural e menos enfadonha pra eles e pra nós também, claro, pois precisamos estar bem para cuidar deles. Ninguém merece viver só pra trabalhar e trabalhar só para pagar as contas. Isso não é viver, é sobreviver - como André costuma dizer. Não queremos isso pra nossa família.

A princípio, nos demos o prazo de 1 ano para "dar certo" lá e motivação não falta.

Dito tudo isso, convido vocês a acompanharem a nossa aventura na praia aqui pelo blog. Tentarei registrar o máximo de coisas possíveis, na medida do possível. Aliás, na medida das crianças. Rs...

Simbora!

27.5.14

Nasceu Cecília!

Cecília com 10 dias. :)

Dia 17 de Maio, Sábado, às 11:15 hrs, com 40 semanas e 6 dias, pesando 3,630 kgs e medindo 51 cm, minha segunda menininha finalmente trocou minha barriga pelos meus braços. Estou muito, muito feliz! Virei contar tudinho pra vocês na série de 3 partes, "Meus Relatos de Parto". Aguardem!

11.5.14

MÃES! ♥


Meu abraço, minha admiração e minha solidariedade à todas as mães de verdade. Àquelas que estando longe do estado de meras reprodutoras, sabem o significado de se doar, se abnegar e se sacrificar diariamente por puro amor! Nossa rotina é árdua, mas não a trocaríamos por nada! Com ou sem a ajuda de um companheiro nessa tarefa incomparavelmente importante, que é a de criar e educar filhos de forma responsável e consciente, seguimos firmes e em frente, com toda a ajuda que Deus nos dá! PARABÉNS à todas as MÃES, com todas as letras maiúsculas! E um parabéns especial à minha querida mãe, com quem aprendi a ser guerreira e à minha vó que ensinou à ela como ser uma! Amor infinito! Meu amor à todas as mães desse mundo e às que não estão mais aqui, mas que continuam vivas como um sol brilhante nos corações de seus filhos que com elas aprenderam o verdadeiro significado do amor!

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